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Embaixador Belo Mangueira fala com universitários sobre Angola

O auditório do campus Ana Rosa, anexo ao Complexo Educacional FMU/FIAMFAAM,
albergou, no dia 26 de março de 2018, segunda feira, uma palestra subordinada ao
tema Construindo conhecimento sobre países africanos de língua portuguesa .
Foram prelectores os cônsules-gerais de Angola e de Cabo Verde, respectivamente
embaixador Belo Mangueira e Emmanuel Rocha.
Embaixador Belo Mangueira quando falava sobre Angola.
O objectivo da palestra foi transmitir aos estudantes universitários, particularmente das
áreas de jornalismo, história, ciências sociais e relações internacionais, dados para
conhecer melhor África. Esta palestra enquadra-se num projecto da Universidade que
abrange todos os países africanos de expressão portuguesa, incidindo sobre
educação, imprensa, cultura, religião e diplomacia.
Estudantes Universitários atentos a oratório do Embaixador Belo Mangueira

O Diplomata angolano, na sua apresentação, fez uma pequena resenha histórica e ao
momento particularmente difícil que os angolanos passaram na sequência da guerra
fratricida, com todas as suas consequências nos diferentes campos da vida social,
mas hoje, com o advento da paz efectiva e definitiva, Angola está com os olhos postos
no futuro.
Educação
O diplomata angolano realçou o direito à educação e ao ensino, plasmado na
Constituição de Angola, seus princípios básicos e os esforços e o investimento do
Executivo na área da educação, abordando as conquistas e dificuldades na área da
educação, tendo em atenção o Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação
Educar Angola 2030 , a Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino e Lei de
Bases do regime do Sistema Nacional de Planeamento. Aproveitou também para
fornecer dados estatísticos sobre as Instituições Públicas e Privadas nos diferentes
níveis de ensino, e dos discentes na Província de Luanda, matriculados em 2018, e
realçou a importância da inauguração por Sua Excelência Presidente da República de
Angola, João Lourenço, do Magistério Mutu-Ya- Kevela, para a formação de
professores.
Religião e culto
Referindo-se a laicidade do Estado angolano, falou sobre a liberdade de consciência,
de crença religiosa e de culto, protegida pela Constituição e que é inviolável. Enfatizou
que o Estado não persegue ninguém por motivo religioso, não obstante a existência de
centenas de religiões ou seitas não legalizadas, mas o Estado pugna pela pregação
de valores não contrários aos defendidos constitucionalmente e que possam contribuir
para o desenvolvimento espiritual e educativo da populacão. Falou também sobre o
papel da Igreja no processo de desenvolvimento de Angola e participação de algumas
Igrejas nas áreas da educação, saúde e propagação de valores no âmbito da
formação do Homem.
Imprensa
Por fim, debruçou-se a cerca da nova lei de imprensa que assegura o direito de
informar e de ser informado, permitindo a coexistência de órgãos de comunicação
social públicos e privadas, assim como a expansão dos mesmos e de acordo com as
respectivas linhas editoriais, livremente concebidas.
De resto, o momento de perguntas e respostas, foi antecedido de uma oratória do
diplomata de Cabo Verde que, na sua apresentação, destacou as conquistas desse
país, sobretudo no desenvolvimento do intelecto humano e turismo e o compromisso
do seu Governo em trabalhar arduamente para a melhoria da condição de vida dos
seus cidadãos. Referiu que a cultura cabo-verdiana é um bem que se preserva dentro
e fora das famílias, especialmente a música que é conhecida em todo o mundo.
Alves Fernandes
Jornalista

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